A vagar pelo ciclo do destino ,
Pressinto, desde os tempos de menino,
A falta de sentido para a história.
Das câmaras sombrias da memória,
Ressuscitam lembranças que abomino
Desse ciclo macabro que defino
Como a prisão de toda luta inglória,
Que o homem, a cismar por este espaço,
Teima em lutar, imaginando que
Conseguirá fugir ao seu fracasso.
O fim da história é sempre abominável,
Mas todo homem finge que não o vê,
Ignorando seu ciclo miserável.
(No ar, 12 de julho de 2011)
Alexandre Roque
